Concordância nominal: o que é e como aplicar corretamente nas comunicações profissionais 

concordancia nominal

A concordância nominal é a regra que garante a harmonia entre o substantivo e os termos que o acompanham, como artigos, adjetivos e numerais, em gênero e número. Dominá-la é fundamental para a comunicação formal, seja em um e-mail profissional ou na redação do Enem. 

Mais do que uma formalidade, a aplicação correta da concordância nominal evita confusões, deixando seu texto mais claro. Pensando nisso, preparamos este guia de estudos completo para você dominar mais uma regra gramatical da Língua Portuguesa. 

Vamos abordar desde os conceitos básicos até casos específicos, com exemplos práticos e dicas para evitar erros comuns. Veja! 

Por que a concordância nominal é importante? 

A falta de domínio da concordância nominal pode gerar uma percepção de falta de rigor e atenção aos detalhes, impactando diretamente na mensagem de um texto. Veja o exemplo abaixo! 

Concordância errada Regra Concordância correta 
Comprei uma bolsa e um sapato esportivo. O adjetivo deve concordar com todos os substantivos, prevalecendo o plural masculino Comprei uma bolsa e um sapato esportivos. 
A porta estava meia aberta. A palavra “meio” é invariável quando tem sentido de “um pouco” A porta estava meio aberta. 

Em exames importantes, como o Enem 2025, a concordância nominal faz parte da avaliação do seu domínio da norma culta. Por isso, além das questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, ela influencia diretamente a sua nota na redação

Regras básicas de concordância nominal para comunicações efetivas 

A regra mais básica da concordância de adjetivos é que eles precisam concordar em gênero e número com o substantivo que qualificam.  

Como veremos a seguir, a complexidade surge quando um único adjetivo se refere a vários substantivos. Mas se o adjetivo vier antes dos substantivos, ele deve concordar apenas com o mais próximo. 

Concordância entre um adjetivo e um substantivo 

Se você está se preparando para o Enem, guarde essa regra: o adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. Essa harmonia assegura a coerência do texto.  

Por exemplo, em “A flor vermelha”, o adjetivo concorda com o substantivo. 

Um caso específico é quando o adjetivo precede dois ou mais substantivos. Nesse caso, ele deve concordar apenas com o mais próximo. Como em “Belas flores e casa”. 

Agora, vamos explorar com mais detalhes como essa regra funciona quando há mais de um substantivo na mesma frase. 

Concordância entre um adjetivo e mais de um substantivo 

Quando um adjetivo se refere a mais de um substantivo, as regras podem parecer confusas. Pensando nisso, preparamos uma tabela resumida com as regras para adjetivos pospostos, que vêm após os substantivos. 

Caso Regra Exemplo 
Substantivos de mesmo gênero O adjetivo pode ir para o plural (concordância gramatical) ou concordar com o mais próximo (concordância atrativa). Ele apresentou argumento e lógica irrefutáveis. Ele apresentou argumento e lógica irrefutável. 
Substantivos de gêneros diferentes O adjetivo pode concordar com o substantivo mais próximo ou ir para o masculino plural. O palestrante demonstrou raciocínio e eloquência admirável.  O palestrante demonstrou raciocínio e eloquência admiráveis. 

Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, a regra é mais simples: ele concorda com o substantivo mais próximo. Por exemplo, em “Ele fez uma excelente apresentação e discurso”, a palavra “excelente” concorda com “apresentação”. 

Casos especiais de concordância nominal em contextos formais 

Além das regras básicas, a concordância nominal apresenta casos especiais que exigem atenção redobrada. Como veremos a seguir, eles são uma forma de demonstrar refinamento linguístico para quem busca uma comunicação profissional.  

Concordância com as palavras “anexo”, “incluso” e “obrigado” 

As palavras “anexo”, “incluso” e “obrigado” são muito comuns em documentos e correspondências formais. Logo, merecem uma atenção especial. 

Como elas funcionam como adjetivo, sempre devem concordar em gênero e número com o substantivo a que se referem. Separamos alguns exemplos! 

  • “Anexo” e “incluso” variam para concordar com o substantivo. Por exemplo “A foto está anexa” ou “O show está incluso”. Atenção: a expressão “em anexo” é invariável, funcionando como advérbio. Por isso, o correto é “Envio, em anexo, a planilha”; 
  • “Obrigado” é uma palavra de agradecimento que concorda com o gênero da pessoa que fala. Um homem diz “Obrigado” e uma mulher diz “Obrigada”. 

Vamos para o próximo grupo que vive caindo nas provas de Língua Portuguesa? Acompanhe os tópicos a seguir! 

Concordância com expressões como “é necessário”, “é proibido” e “é permitido” 

Para as expressões “é necessário”, “é proibido” e “é permitido”, a regra é simples: a concordância depende da presença ou da ausência de um artigo ou outro determinante (este, essa, meu, entre outros) antes do substantivo

Quando o substantivo não é determinado, as expressões permanecem invariáveis, no masculino singular. Por exemplo, “É proibido entrar” ou “É necessário paciência”. 

No entanto, quando o substantivo é determinado por um artigo, as expressões concordam em gênero e número. Por exemplo, “É proibida a entrada” ou “É necessária a paciência”. 

Percebeu como o determinante funciona como um “gatilho” que ativa a concordância? Isso também acontece com algumas outras palavras com dupla função. Como veremos a seguir. 

Concordância com “mesmo”, “próprio”, “bastante” e “meio” 

Em “mesmo”, “próprio”, “bastante” e “meio” temos um caso em que as palavras podem ser adjetivos (variáveis) ou advérbios (invariáveis). Por isso, a função que exercem na frase é que determina se devem ou não concordar com o substantivo.  

Esse é um ponto crucial em qualquer matéria de gramática. Veja os exemplos abaixo! 

1. Meio 

  • Varia quando significa “metade” (adjetivo). Por exemplo, “Comi meia maçã”; 
  • É invariável quando significa “um pouco” (advérbio). Por exemplo, “Ela estava meio cansada”. 

2. Bastante 

  • Varia quando significa “suficientes” ou “muitos” (adjetivo). Por exemplo, “Havia bastantes pessoas”; 
  • É invariável quando significa “muito” (advérbio). Por exemplo, “Eles estavam bastante cansados”. 

3. Mesmo e Próprio 

  • Variam quando significam “em pessoa” ou “idêntico” (adjetivo). Por exemplo, “Ela mesma fez o trabalho”; 
  • São invariáveis quando significam “até” ou “inclusive” (advérbio). Por exemplo, “Mesmo cansados, eles continuaram”. 

Agora que exploramos esses casos, vamos ver como a falta de atenção a essas regras pode levar a erros comuns na sua escrita. 

Erros comuns de concordância nominal e como evitar 

Mesmo com as regras bem definidas, alguns erros de concordância ainda são frequentes e podem comprometer a clareza da sua escrita. Para facilitar a memorização dos desvios mais comuns, preparamos uma tabela prática! 

Erro comum Regra aplicável Forma correta 
Tinha menas pessoas ontem. Trata-se de um advérbio, que é sempre invariável. Tinha menos pessoas ontem. 
É proibido a entrada. A expressão “é proibido” só flexiona para o feminino se o sujeito for determinado por um artigo. “É proibida a entrada” ou “É proibido entrada”. 
Ela estava meia cansada. “Meio”, aqui, é um advérbio com sentido de “um pouco” ou “mais ou menos”. Portanto, invariável. Ela estava meio cansada. 

Para evitar esses deslizes, há quatro hábitos legais que podem te ajudar! 

  1. Incorpore a revisão em seu processo de escrita; 
  1. Leia o texto em voz alta para identificar construções estranhas; 
  1. Foque nos pontos críticos que vimos até aqui, como “meio”, “bastante” e “anexo”; 
  1. Isole cada substantivo e verifique se todos os termos que o acompanham estão em harmonia. 

Com essas dicas, você estará mais preparado para produzir textos impecáveis. 

Diferenças entre concordância nominal e concordância verbal 

A Língua Portuguesa possui dois tipos principais de concordâncias. A nominal harmoniza o substantivo (ou pronome substantivo) com seus determinantes, como artigos, adjetivos e numerais, em gênero e número.  

a verbal trata da relação entre o verbo e o sujeito da oração, harmonizando o verbo em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). 

Por exemplo, vamos analisar a frase “novas regras foram estabelecidas com sucesso”. 

  • Concordância nominal: ocorre entre o artigo “as” e o adjetivo “novas” com o substantivo “regras”; 
  • Concordância verbal: acontece entre o verbo “foram estabelecidas” e o sujeito “as novas regras”. 

Para não confundir as regras, tenha em mente estas duas perguntas. Veja! 

  1. “Quais palavras estão qualificando o nome?” — A resposta determina a concordância nominal; 
  1. “Quem pratica a ação?” — A resposta determina a concordância verbal. 

Lembre-se: ao revisar um texto, verifique as concordâncias de forma separada para garantir que ambas estejam corretas. 

Saiba mais sobre concordância verbal e uso prático! 

Como a concordância nominal é cobrada em provas e vestibulares? 

A concordância nominal é um tema recorrente em provas de Português. Porém, ainda que não seja cobrada de forma direta, sua aplicação será avaliada em redações e é indispensável para interpretação de textos. 

Veja um exemplo prático do Enem 2021! 

exemplo de questao do enem (questao 29)
exemplo de questao do enem (questao 29)

Resolução: A alternativa correta é a B, pois, ao longo da letra da canção, podemos observar a redução da sílaba final de várias palavras, como em “cabelim” (cabelinho), “beicim” (bocão) e “avoada” (avoadora), o que é uma característica da linguagem popular e regional. Essa estratégia é utilizada para dar um tom mais intimista e próximo da oralidade típica das músicas e poesias de algumas regiões. 

Veja também: assuntos que mais caem no Enem

Como estudar a concordância nominal? 

O domínio da concordância nominal exige mais que memorização: é preciso combinar a teoria com a prática constante.  

A melhor forma de internalizar as regras é por meio de uma abordagem de estudo multifacetada. 

  • Aplique as regras durante sua fala (faça “menas” “doer” seu ouvido!); 
  • Leia conteúdos de qualidade e observe a aplicação das regras; 
  • Resolva exercícios de livros de gramática, de concursos e de vestibulares. 

É assim que desenvolvemos uma “intuição gramatical”, aquilo que nos faz perceber imediatamente quando algo soar fora da norma. 

Prepare-se para o Enem com o Orienta Carreira 

Ao longo deste guia, você aprendeu que a concordância nominal é a harmonia entre substantivos e seus determinantes. Esse conhecimento não só garante uma nota melhor em provas, como também impulsiona seu português para a carreira. 

Para consolidar seu aprendizado e se preparar para o Enem, siga algumas dicas! 

  • Leitura ativa: ao ler qualquer texto, observe a relação entre substantivos e seus determinantes, prestando atenção à concordância; 
  • Crie resumos: mapas mentais ou flashcards são ótimas ferramentas para organizar as regras e as exceções de forma visual, facilitando a memorização; 
  • Invista em um roteiro de temas: estudar de forma organizada faz toda a diferença para o seu desempenho. 

Lembre-se: cada esforço conta! Continue em frente e veja como o sucesso está ao seu alcance! Com dedicação, você vai transformar suas dúvidas em decisões seguras e mandar bem em seus objetivos. 

Para te ajudar, acesse o cronograma de estudos para o Enem do Orienta Carreira e prepare os seus estudos! 

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