O economista é o profissional responsável por analisar dados e tendências econômicas para orientar tomadas de decisão em diversos setores, como finanças, mercado de trabalho, comércio e políticas públicas.
Ele atua em diferentes frentes, desde o planejamento econômico de empresas até a formulação de estratégias governamentais, sendo uma peça essencial para o desenvolvimento da economia brasileira e global.
Neste artigo, exploraremos as principais áreas de atuação, as particularidades da profissão, as oportunidades no mercado de trabalho e as perspectivas salariais para economistas.
O que faz um economista?
O economista é o profissional responsável por analisar, interpretar e desenvolver estratégias financeiras relacionadas à economia, seja no setor público, privado ou acadêmico.
Ele atua em diversas áreas, desde a formulação de políticas econômicas até a gestão financeira empresarial. Seu trabalho envolve diferentes funções, dependendo do campo de atuação e do objetivo da análise econômica:
- Análise de mercado;
- Gestão financeira;
- Elaboração de políticas econômicas;
- Consultoria econômica;
- Pesquisa e ensino.
Esse profissional pode atuar em diferentes setores, como bancos, órgãos governamentais, consultorias, startups e universidades.
Cada área demanda habilidades específicas, mas o objetivo é sempre o mesmo: compreender o funcionamento da economia e propor soluções para melhorar o desempenho financeiro de indivíduos, empresas e países.
Principais atividades e funções do economista
A carreira de um economista é bastante dinâmica, combinando análises estratégicas, estudos de mercado e gestão de recursos. Esse profissional atua desde a coleta e interpretação de dados econômicos até a elaboração de relatórios e projeções financeiras.
Na prática, o economista pode atuar como:
- Economista financeiro: analisa investimentos, inflação, taxas de juros e mercados financeiros;
- Consultor econômico: presta assessoria para empresas e governos sobre crescimento econômico e planejamento estratégico;
- Economista comportamental: estuda como fatores psicológicos influenciam as decisões financeiras e de consumo;
- Pesquisador acadêmico: desenvolve estudos sobre economia mundial e tendências econômicas;
- Especialista em políticas públicas: avalia impactos de medidas governamentais na economia brasileira;
- Analista de mercado: interpreta dados econômicos para orientar decisões empresariais;
- Economista internacional: analisa as relações econômicas entre países e o comércio global;
- Economista corporativo: trabalha na gestão financeira e estratégica de empresas privadas.
A interação com outros profissionais também é constante. Ele colabora com analistas financeiros, administradores, gestores de empresas, consultores e especialistas em economia global, garantindo que as decisões sejam tomadas com base em análises precisas.
Como é o mercado de trabalho para o Economista?
Esse mercado está em constante evolução, impulsionado por mudanças tecnológicas, dinâmicas de mercado e transformações na economia global. O Big Data, transformou a profissão deixando o processo de análise de dados automatizado e mais preciso.
Assim como o Blockchain também mudou a maneira de realizar transações financeiras, tornando o procedimento mais rápido e seguro, essas e outras mudanças do mercado exigem que os economistas sejam profissionais que buscam por aprendizado constante.
Se antes a atuação do economista era mais restrita a bancos, órgãos governamentais e consultorias tradicionais, hoje há uma demanda crescente por profissionais especializados em análises financeiras, economia comportamental e dados econômicos.
Empresas de tecnologia, fintechs e startups vêm buscando cada vez mais economistas altamente qualificados para desenvolver estratégias de precificação, investimentos e consumo para se manterem dentro das constantes mudanças do mercado econômico.
O campo da economia está em constante evolução, e o profissional deve estar preparado para enfrentar desafios e adaptar-se à novas realidades.
Quanto ganha um economista?
O salário de um economista no Brasil pode variar bastante dependendo de diversos fatores, tais como área de atuação, tamanho da empresa ou instituição, experiência do profissional, região e especialização.
Além disso, o mercado de trabalho para economistas no Brasil pode envolver contratos formais (CLT) em empresas privadas, consultorias autônomas e até cargos em órgãos públicos.
Muitos profissionais optam por atuar de forma independente, oferecendo análises econômicas, estudos de viabilidade e consultoria financeira para empresas e investidores.
Salário do economista no Brasil
O piso salarial médio para economistas no Brasil gira em torno de R$ 5.900 e R$ 7.000. No entanto, esse valor pode variar de acordo com a região, o setor de atuação e a experiência do profissional.
Abaixo, elaboramos uma tabela com a média salarial dos economistas por estado, considerando diferentes níveis de experiência e áreas do mercado:
| Estado | Média Salarial Mensal (R$) |
| Distrito Federal | De R$ 9.000 a R$ 10.000 |
| São Paulo | De R$ 7.000 a R$ 7.500 |
| Rio Grande do Sul | De R$ 5.500 a R$ 6.000 |
| Minas Gerais | De R$ 5.300 a R$ 6.000 |
| Paraná | De R$ 4.800 a R$ 5.200 |
| Santa Catarina | De R$ 4.500 a R$ 5.000 |
| Rio de Janeiro | De R$ 9.000 a R$ 10.000 |
Fonte: FIA
De modo geral, regiões como o Distrito Federal concentram órgãos governamentais e instituições financeiras de grande porte, o que contribui para remunerações mais elevadas. Em contrapartida, estados como Santa Catarina apresentam salários mais modestos para economistas.
As principais áreas nas quais os economistas podem atuar e que costumam oferecer os maiores salários incluem:
- Setor financeiro: atuando em bancos, corretoras e instituições financeiras;
- Consultoria econômica: prestando serviços para empresas e governos;
- Economia ambiental: focando em sustentabilidade e gestão de recursos naturais;
- Economia industrial: analisando setores produtivos e industriais.
Por exemplo, o salário médio de um economista pleno no Brasil é de R$ 10.000.
Já as especialidades da economia com os melhores salários são:
- Economista: entre R$ 11.000 e R$ 12.000;
- Economista Ambiental: entre R$ 10.000 e R$ 11.000;
- Economista Industrial: entre R$ 10.000 e R$ 10.500.
Esses valores refletem a demanda e a importância dessas áreas no mercado atual.
Salário do economista no exterior
Nova York continua sendo o maior e mais influente centro financeiro mundial, abrigando grandes instituições e movimentando trilhões de dólares diariamente.
No entanto, países como o Reino Unido (com a histórica Londres), Singapura (emergente potência financeira) e China (com centros como Xangai), também já demonstraram sua força no setor:
| País | Salário Médio Mensal |
| Estados Unidos | De R$ 40.000 a R$ 50.000 |
| Reino Unido | De R$ 30.000 a R$ 35.000 |
| Singapura | De R$ 25.000 a R$ 35.000 |
| China | De R$ 10.000 a R$ 20.000 |
Fonte: Sociedade e Economia: estratégias de crescimento e desenvolvimento.
Nesses lugares, as áreas que mais se destacam como promissoras para um economista trabalhar são consultoria econômica, mercado financeiro e análise de políticas públicas.
Como se tornar um economista?
Para se tornar um economista, é fundamental aliar uma formação acadêmica sólida a habilidades práticas.
Embora não exista um único caminho para todos, o curso de Ciências Econômicas é a base essencial para a profissão. Além da formação teórica, o desenvolvimento de competências práticas é crucial.
Participar de estágios, projetos de pesquisa e atividades extracurriculares relacionadas à economia permite aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e construir um portfólio robusto.
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Qual é o perfil profissional do economista?
O economista é um profissional que vai além da análise de números e gráficos. É necessário possuir uma combinação de habilidades analíticas e interpessoais para interpretar dados econômicos e compreender as nuances do comportamento humano que influenciam os mercados.
A curiosidade intelectual é fundamental, pois o economista deve estar sempre atualizado sobre as tendências econômicas e sociais, tanto no âmbito nacional quanto internacional.
Além disso, a comunicação eficaz também é essencial. Um economista precisa traduzir conceitos complexos em informações acessíveis para diferentes públicos, auxiliando na tomada de decisões informadas.
Juan Camilo Cárdenas, por exemplo, é um economista colombiano que tem se destacado por abordar desafios sociais e ambientais por meio de suas pesquisas sobre cooperação e gestão sustentável de recursos naturais.
No cenário brasileiro, Maria da Conceição de Almeida Tavares (1930–2024) foi uma das economistas mais influentes da história do país.
Conhecida por sua capacidade analítica e visão crítica sobre o desenvolvimento econômico, ela se destacou tanto no meio acadêmico quanto em cargos públicos, contribuindo significativamente para o debate sobre a economia brasileira.
Professora e pesquisadora renomada, Conceição Tavares teve um papel fundamental na formulação de políticas econômicas e no estudo das dinâmicas do subdesenvolvimento, sendo referência para diversas gerações de economistas.

Fonte: Wikipedia
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Habilidades e competências necessárias para o economista
Como explicamos acima, para se destacar nessa carreira, é fundamental desenvolver uma boa capacidade analítica, para conseguir interpretar dados, identificar padrões e entender como variáveis econômicas se relacionam, e assim propor soluções eficazes com base nessas análises.
Listamos, abaixo, outras principais qualidades que um bom economista deve ter:
- Raciocínio lógico: a economia lida com números, estatísticas e projeções, então ter um bom raciocínio lógico ajuda a estruturar análises e tomar decisões precisas;
- Habilidades de comunicação: saber explicar conceitos econômicos complexos de forma clara para diferentes públicos, seja em relatórios, reuniões ou apresentações;
- Visão estratégica: enxergar além dos números e entender como fatores políticos, sociais e tecnológicos influenciam a economia de mercado e as finanças globais;
- Trabalho em equipe: economistas frequentemente colaboram com profissionais de diversas áreas, como administração, contabilidade e direito, para elaborar estratégias e tomar decisões;
- Conhecimento técnico: familiaridade com ferramentas de análise econômica, como Excel, Power BI e softwares estatísticos como R e Python, é um diferencial competitivo;
- Organização e planejamento: para gerenciar estudos, projetos e investimentos, é importante ter uma abordagem estruturada e acompanhar prazos e metas;
- Adaptabilidade e resiliência: a economia global está em constante transformação, e um economista precisa ser flexível para se ajustar a novos cenários e tendências.
Ao desenvolver características e habilidades como essas, você estará ainda mais apto para atuar na área!
Qual curso ou área se especializar para ser um economista?
A graduação mais comum é o Bacharelado em Ciências Econômicas, que oferece uma base sólida sobre análise econômica, políticas públicas, estatística e mercado financeiro.
Na Cruzeiro do Sul Virtual, por exemplo, você encontra a graduação EAD em Ciências Econômicas, que trabalha disciplinas como:
- História do Pensamento Econômico;
- Contabilidade Social;
- Econometria;
- Legislação e Ética Profissional;
- Direito Econômico.
Mas, caso prefira uma formação presencial, outras instituições podem te atender, como Cruzeiro do Sul (São Paulo–SP), UDF (Brasília–DF), Universidade Positivo (Curitiba–PR), entre outras. Elas oferecem o curso de Ciências Econômicas, com uma grade curricular atualizada, professores experientes e métodos inovadores.
Além disso, há outras formações que também podem levar a uma carreira na área econômica. Administração, Engenharia de Produção, Matemática e Ciências Contábeis são cursos que proporcionam conhecimentos valiosos para atuar em economia financeira, economia de mercado e gestão estratégica.
Como conseguir o primeiro emprego como economista?
Conseguir o primeiro emprego como economista pode ser desafiador, mas com algumas estratégias bem planejadas, é possível se destacar no mercado e conquistar ótimas oportunidades. Aqui estão cinco dicas essenciais para iniciar sua carreira com o pé direito:
- Construa um networking sólido: participe de eventos, congressos e conecte-se com profissionais do setor. Relacionamentos podem abrir portas importantes na área econômica;
- Monte um portfólio de análises e relatórios: produza estudos econômicos, análises de mercado ou projetos acadêmicos que demonstrem suas habilidades analíticas e sua capacidade de interpretação de dados;
- Aproveite projetos universitários: trabalhe em pesquisas e projetos extracurriculares durante a graduação para ganhar experiência prática e expandir seu conhecimento;
- Busque estágios e trainee: programas de estágio e trainee são as melhores portas de entrada para o mercado de trabalho. Empresas financeiras, consultorias e órgãos públicos oferecem excelentes oportunidades para recém-formados.
Seguindo essas dicas, a busca pelo primeiro emprego na área será ainda mais estratégica!
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Como você pôde ver, ser economista vai muito além de analisar números. É sobre compreender o funcionamento da economia, prever tendências e propor soluções estratégicas que impactam empresas, governos e a sociedade.
Ao longo deste artigo, trouxemos dicas essenciais para quem deseja ingressar na área, incluindo sugestões de instituições e cursos renomados.





