Você tem dificuldade para memorizar o conteúdo estudado? Isso é muito comum em uma rotina de estudos e aprendizado, principalmente quando o assunto apresenta maior complexidade.
Diante desse cenário, foram criadas técnicas de memorização que ajudam a absorver melhor o conteúdo, possibilitando o desempenho em provas mais extensas, como o Enem.
Além de memorizar, é preciso conectar conceitos e aplicá-los rapidamente em diferentes contextos. O tempo limitado e a diversidade de questões tornam o raciocínio ágil um diferencial em vestibulares.
Você conhece as técnicas de memorização? O Orienta Carreira preparou um artigo com 10 estratégias que vão te ajudar a aprender mais rápido e a reter informações por mais tempo, garantindo um desempenho ainda melhor no Enem e em outros vestibulares. Confira!
Como funciona a memorização e por que esquecemos as coisas?
A memória é como um armazém no nosso cérebro, usada para guardarmos tudo o que aprendemos e vivemos.
Ela é dividida em memória de curto prazo, que guarda informações por um prazo de tempo menor, e a memória de longo prazo, que armazena memórias por muito mais tempo.
Com o passar do tempo, as informações se perdem naturalmente devido à curva do esquecimento, que demonstra a perda progressiva de informações sem reforço.
Isso explica porque você não se lembra daquela fórmula matemática que estudou no final do ensino fundamental, mas se lembra da letra inteira daquela música que toca repetidas vezes na sua playlist.
Para evitar o esquecimento do conteúdo, técnicas de estudo como repetição espaçada ajudam a memorizar de forma mais eficaz. Conheça algumas delas a seguir!
Melhores técnicas de memorização para os estudos
Um dos benefícios das técnicas de memorização é aprimorar a compreensão e a aplicação prática do conhecimento, além de reduzir o estresse nos estudos.
A segurança no aprendizado pode te impulsionar e motivar para continuar se preparando para o Enem e para outros vestibulares.
Aqui estão as 10 melhores técnicas para memorizar conteúdos de forma eficaz:
- Método de loci;
- Repetição espaçada;
- Associação de imagens e mnemônicos;
- Técnica Feynman:
- Mapas mentais;
- Flashcards;
- Autoexplicação;
- Intercalar o plano de estudos;
- Teste com questões;
- Post-it.
Confira, no próximo tópico, como funciona cada técnica de memorização.
Método de loci
O método de loci, também conhecido como palácio da memória, utiliza a visualização de um local familiar para organizar e memorizar informações complexas.
Cada item a ser memorizado é associado a um ponto específico do local, criando um gatilho de memória para a recuperação das informações.
Exemplo: para memorizar os principais eventos da Segunda Guerra Mundial, imagine cada evento em um cômodo da sua casa: o início da guerra na porta de entrada, o ataque a Pearl Harbor na sala e o Dia D no quarto.
Essa técnica permite a criação de associações visuais vívidas, facilitando a memorização de muitos dados e informações complexas.
Repetição espaçada
A repetição espaçada é uma técnica baseada na revisão de conteúdos em intervalos crescentes. Essa prática fortalece a memória de longo prazo, evitando o esquecimento e facilitando a recuperação das informações quando necessário.
Exemplo: revise o conteúdo aprendido no dia seguinte, depois em três dias, em uma semana e, por fim, em um mês.
E para organizar o tempo de estudos, aplicativos como o Anki são ferramentas úteis para implementar a repetição espaçada, permitindo a criação de flashcards e o planejamento do estudo de forma eficiente.
Associação de imagens e mnemônicos
A associação de imagens e mnemônicos utiliza a criação de imagens mentais vívidas e palavras ou frases curtas para memorizar fórmulas, conceitos e listas extensas. Essa técnica cria conexões visuais e linguísticas, oportunizando a memorização de informações específicas.
Exemplo: para memorizar as razões trigonométricas decore: “com sono, sem sono, tem gente”. Cosseno, seno, tangente.
O método de loci ajuda a organizar informações em um espaço mental familiar. Já a técnica de associação de imagens e mnemônicos funciona criando ligações entre palavras, símbolos ou figuras e o que precisa ser lembrado, facilitando guardar detalhes específicos na memória.
Mapas mentais
Os mapas mentais são uma forma visual e organizada de estruturar informações, ajudando a entender melhor temas complexos.
Eles funcionam como um grande esquema, no qual as ideias principais se ramificam em detalhes menores, facilitando a conexão entre os conceitos.
A estrutura visual dos mapas mentais auxilia na organização e permite uma visão geral do tema, ajudando a memorização de informações interconectadas.
Exemplo: ao estudar o ciclo da água para a prova de biologia, crie um mapa mental com o tema central no meio e ramificações para evaporação, condensação, precipitação e infiltração.
Além do método tradicional, com papel, canetas e marcadores, é possível criar mapas mentais em aplicativos como Canva, Miro, Genially e Xmind.
Técnicas/dicas complementares
Além dos métodos anteriores, existem outros que podem ser acrescentados à sua rotina de estudos. Veja quais são:
- Chunking — uma técnica de estudo que consiste em dividir grandes volumes de informações, como um conteúdo de Biologia, em blocos menores para facilitar a compreensão e a memorização;
- Recursos visuais — aqui, o estudante utiliza ilustrações, gráficos e diagramas para aprender o conteúdo. Essa prática está relacionada à memória fotográfica, que é a capacidade de lembrar imagens com riqueza de detalhes. Assim, ele consegue recordar como as informações estavam organizadas visualmente no momento em que estudou o assunto;
- Codificação Dual (dupla) — nesse modelo, o estudante utiliza diferentes tipos de estímulos, como os visuais e verbais, para aprender e reter melhor as informações. Essa abordagem ativa simultaneamente duas vias de processamento no cérebro (uma relacionada às palavras e outra às imagens), o que fortalece a memorização e facilita a recuperação do conteúdo;
- Intercalar estudos — intercalar diferentes disciplinas e temas em um mesmo intervalo de estudos melhora a assimilação do conteúdo e evita a memorização mecânica, garantindo um aprendizado mais profundo e produtivo;
- Teste com questões — responder questões de prova sobre o conteúdo estudado, sem consultar a teoria, ajuda a reforçar a aprendizagem, melhora a recuperação da memória e avalia o seu desempenho;
- Post-its- anotar informações importantes em pequenos post-its e espalhá-los em locais visíveis auxilia a fixação de conceitos por exposição frequente e reforço visual.
Como aplicar essas técnicas de memorização nos seus estudos?
Em um cronograma de estudos, é importante incluir revisões e técnicas de memorização para sair da teoria e desenvolver um aprendizado efetivo.
Reserve momentos específicos para revisões e utilize recursos visuais, como gráficos, tabelas, mapas mentais e flashcards, a fim de facilitar a assimilação. Inclua também o hábito de aprendizado ativo, como a autoexplicação (explicar o conteúdo com suas próprias palavras para si mesmo), Técnica de Feynman (estudar ensinando o conteúdo de forma simples, como se fosse para outra pessoa), entre outros métodos.
Em temas que possuem elementos complexos de serem lembrados, experimente o método de loci e os mnemônicos para favorecer a memorização de informações mais detalhadas.
Aos finais de semana, faça simulados de provas para reforçar a aprendizagem e identificar o que precisa ser revisado.
Por fim, experimente diferentes técnicas para descobrir quais funcionam melhor para você e mantenha um ritmo de estudo consistente.
Com organização e utilizando essas estratégias, é possível melhorar a retenção do conteúdo e alcançar melhores resultados no Enem!
Dica: conheça os principais métodos de estudo para incluir na sua rotina!
Erros comuns ao tentar memorizar conteúdos
É normal que estudantes, especialmente os que estão iniciando a preparação para o Enem ou vestibulares, cometam erros no plano de estudos. Isso acontece porque, no começo, ainda não sabemos quais métodos são mais eficazes para o nosso perfil de aprendizado.
Mas não se preocupe! O Orienta Carreira identificou alguns dos erros mais comuns para te ajudar a evitá-los. Confira:
- Ignorar o sono: durante o sono, o cérebro processa e armazena as informações aprendidas ao longo do dia. A privação de sono prejudica esse processo, dificultando a memorização e o aprendizado;
- Estresse: o ato de dormir pouco e o excesso de estudos aumentam o estresse, elevando os níveis de cortisol no corpo e comprometendo a atenção e a memória;
- Estudo passivo: somente ler e ouvir passivamente o conteúdo não envolve o cérebro ativamente, dificultando a memorização. Para um aprendizado eficaz, é essencial fazer anotações, resumir e aplicar o conhecimento em exercícios práticos;
- Não revisar o conteúdo: a falta de revisão permite que o esquecimento progrida, apagando gradualmente o conhecimento adquirido. Adotando o hábito de revisão espaçada, as informações vão para a memória de longo prazo, fazendo com que o aprendizado seja retido por mais tempo;
- Não diversificar métodos: combinar diferentes estratégias potencializa o aprendizado, promovendo a retenção mais rápida do conteúdo;
- Decorar sem compreender: memorizar sem compreender o conteúdo dificulta a aplicação do conhecimento em diferentes contextos. Embora essa estratégia funcione em testes de curto prazo, o aprendizado se torna superficial e será facilmente esquecido. É importante saber fazer a interpretação do texto para absolver o conteúdo com qualidade.
Turbine os seus estudos com o Orienta Carreira!
Agora que você conhece os principais métodos de memorização, é hora de colocá-los em prática!
Escolha o que mais combina com seu estilo de aprendizado e perceba a diferença no seu desempenho.





